Psicologia, Liderança e Comportamento nas Organizações
No caso da "Arte em Madeira", o estágio inicial de formação de grupo é caracterizado pelo entusiasmo e pela falta de coesão entre os membros. Inicialmente, os artesãos compartilham uma visão comum de produzir móveis artesanais de alta qualidade, mas estão em um processo de familiarização e aprendizado sobre como trabalhar efetivamente como uma equipe coesa. Robbins, Judge e Sobral (2018) descrevem este estágio como marcado por incertezas, ansiedade e a necessidade de orientação. Podemos observar isso quando há divergências de opinião sobre as melhores práticas de produção e design, resultando em conflitos e frustrações internas entre os membros da equipe.
"A cultura organizacional é um sistema de
significados compartilhados que distinguem uma organização de outra"
(ROBBINS, JUDGE e SOBRAL, 2018, p. 254).
A progressão do
estágio de tormenta para normatização na "Arte em Madeira" é perceptível
quando a equipe supera suas diferenças e estabelece um conjunto comum de
valores e normas de trabalho. Neste ponto, eles definem processos mais claros
para a criação de móveis, estabelecem padrões de qualidade e aprimoram os
protocolos de comunicação. Isso reflete o estágio de normatização, onde há uma
definição clara de papéis, normas e procedimentos para guiar as interações do
grupo (Robbins, Judge e Sobral, 2018). O grupo descrito na "Arte em
Madeira" pode ser considerado primário, pois é formado por artesãos
apaixonados pelo trabalho com madeira, compartilhando uma visão comum e
desenvolvendo laços afetivos à medida que trabalham juntos. Além disso, o grupo
é informal, pois não está estruturado de acordo com hierarquias formais, mas
sim com base em interesses comuns e relações pessoais. Quanto à homogeneidade,
o grupo pode ser considerado heterogêneo, uma vez que cada membro contribui com
habilidades e perspectivas únicas para o processo criativo. Em relação à
interatividade, o grupo é altamente interativo, pois colaboram intensamente na
criação de móveis artesanais. Quanto à permanência, o grupo é permanente, pois
foi formado com o objetivo de estabelecer uma empresa de longo prazo (SPINK, 1996).
O caso da
"Arte em Madeira" ilustra vividamente os estágios de formação e
desenvolvimento de grupo, conforme descritos por diversos autores.
Inicialmente, o grupo enfrenta desafios típicos do estágio inicial, como a
falta de coesão e conflitos internos. No entanto, à medida que superam essas
dificuldades, progridem para o estágio de normatização, estabelecendo padrões
de trabalho e fortalecendo sua colaboração (AGUIAR, 2027). Classificado como um grupo
primário, informal, heterogêneo, interativo e permanente, a equipe da
"Arte em Madeira" demonstra a importância de valores compartilhados e
da comunicação eficaz na construção de uma equipe coesa e bem-sucedida. Este
caso ressalta a relevância das teorias de formação de grupo na compreensão e no
desenvolvimento de equipes eficazes em contextos organizacionais.
REFERNECIAS
Robbins, Stephen P.,
Timothy A. Judge, e F. Robert Sobral. Comportamento Organizacional: 17ª edição.
São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2018. Disponível em: https://www.academia.edu/43872093/comportamento_organizacional. Acesso em; 21 de
março de 2024.
SPINK, Peter K. A organização como fenômeno psicossocial: notas para
uma redefinição da psicologia do trabalho. Psicologia & Sociedade,
v. 8, n. 1, p. 174-192, 1996. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/594745/mod_resource/content/1/A%20organiza%C3%A7%C3%A3o%20como%20fen%C3%B4meno%20psicossocial.pdf.
Acesso
em: 21 de março de 2024.
AGUIAR, Maria Aparecida Ferreira. Psicologia aplicada à
administração. Saraiva Educação SA, 2017. Disponível em: https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=OyxrDwAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT7&dq=Psicologia,+Lideran%C3%A7a+e+Comportamento+nas+Organiza%C3%A7%C3%B5es&ots=pdg1Yq3ZOX&sig=TCQK5hpgWclJ_EPsgDAMAK6sljA.
Acesso em: 21 de março de 2024.
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